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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Capture 1- Visita Rotineira

O reino do meu pai era belíssimo, de dentro a fora. Com muros esculpidos e emoldurados com tamanha perfeição, me sentia numa verdadeira Igreja da época. Uma Igreja gótica. Uma belíssima escultura feita para e somente a Deus. Sim, eu era muito religiosa, e por esse mesmo motivo meu pai havia construído uma capela em nosso quintal. O caminha até a capela era glamuroso, iniciava-se com uma calçada de mármores claros como as nuvens e límpidas como a água, logo os arbustos eram muito alinhados um aos outros e haviam formas esculpidas neles: deuses, coroas, animais e até minha DeusAlinhar à esquerdaa.
Minha Deusa, Vanette, uma Deusa da qual todos do reino custavam a acreditar e prezar, creíam que sua existência era invenção de um monge louco. Pelas cidades os assuntos eram sempre os mesmos: xingamentos direcionados ao meu pai e da Deusa Vanette.
Para mim, Vanette era a Deusa da beleza e da justiça. Era essencial a crença dela, pois minha mãe costumava me dizer:
- A Deusa nos herdou a beleza e o poder, ou seja, a justiça a favor de nós.
Minha mãe era uma encantadora mulher, com louras madeixas caídas ao ombro, olhos verdes escuros e lábios perfeitos e alinhados. Todos do palácio me elogiavam dizendo que havia puxado o físico e a fisionomia de minha mãe; coisa que eu custo a acreditar. Eu, apesar de ser da família real, não me cuidava, não era vaidosa, não tinha os cabelos louros mas castanhos negros. Meus olhos eram de um marrom tão intenso, que juro que dizer que tinha cor de fezes, não seria exagero. Mas em geral, eu era magra, reta (com postura de princesa) e sempre educada, não importava o que.
Certa vez, em minha escola leiga, minha professora de teologia havia me perguntado qual o primeiro mandamento de Deus. Aquela mulher me detestava, me invejava, meus pais pagavam uma fortuna rica em comida e taxa e ela me desrespeitava. Minha resposta foi das melhores:
- Não sei, senhora Vilma, mas sei que um dos mandamentos é de NUNCA suspeitar do próximo.
Suas sobrancelhas se tornaram uma só, e com o rosto vermelho pronunciou:
- E-R-R-A-D-O-!
Retomando a real história, meu pai possuía este imenso castelo, onde eu, minha mãe e ele mandávamos. Minha mãe se responsabilizava na economia do reino e meu pai na administração e planos futuros, mas eu, meus pais já haviam planejado tudo. Casaria-me com um nobre, monge ou monarca de outra nação e continuaria os passos de meus pais em FallsPost.
Nascida e criada em FallsPost, sempre fui o tipo de garota de quinze anos humilde e delicada.Nunca tive meu momento a sós. Mas quando tinha, reservava um tempo para meu diário. Sentava-me na minha cama de luxo feita com especialidade a mim! Com a madeira tão clara e macia, o colchão imenso e de algodão chinês, cortinas envolvendo as bordas da cama a serviço de me protegerem de insetos, sempre me sentia confortável para anotar sobre meu dia-a-dia em um pedaço de papel. Meu diário era de couro bege e era lacrado por uma fechadura fortíssima, herdada de meu pai, óbvio.
Eu não tinha muito o que anotar, apenas o de sempre: "Querido Diário, hoje acordei cedo e fui a padaria da quadra Yuio e comprei dois quilos de pão, voltei pra casa e peguei minha mochila, cheguei na escola e aprendi sobre religião, geografia, matemática, etc com a chata da senhora Vilma me torturando, logo voltei para casa e almocei um peito de peru suculento e delicioso, papai me pediu para rezar na capela e rezei quatro pai nosso e sete Ave-Maria. Depois de rezar, cenei junto a minha família, fiz o dever com Dreje e tomei um banho rápido.
Sempre a mesma coisa. Não comentava sobre as visitas de moradores com problemas financeiros ou legislativos, mas sabia quem vinha e que ia. Normalmente apareciam três ou quatro nobres a pedido de renovar os impostos, rotineiramente vinham sempre camponeses desempregados ou famintos, mas todo dia um jovem rapaz, de aparentemente minha idade, rodeava o castelo com uma sacola de palha e uma roupa de calor.
"Quem seria aquele menino" me perguntava. Mas sempre o ignorava. Mas todos os dias eu espiava pelo olho mágico de minha porta e via o mesmo rapaz com a mesma aparência esgotada e usando as mesmas roupas de todos os dias. Creio que sou a única que havia percebido essas estranhas e duradouras visitas do rapaz.
Decidi que anotaria, desta vez, sobre esse garoto em especial: "Diário, acreditas que há um menino rondando o castelo? Não que eu me importe, me preocupo. Ele parece ser de uma família pobre, o que eu faço?" Eram as únicas frases que escapavam de minha mente.

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